CONFUNDIR-SE É UM ERRO. CONFUNDIR É PRECEITO DE TALENTO INCOMPREENDIDO.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sintomas do Coração




Existem corações felizes,
Estes são bem-amados.
Existem corações tristonhos,
Estes foram desprezados.
Existem corações sofridos,
Outros estão magoados.
Corações que foram traídos,
Estes são desconfiados.
Corações que estão doentes,
Batendo descompassados.
Corações com falta de amor,
Vivem sós e chateados.
Corações cheios de saudades,
De amores separados.
Corações que sofreram tanto,
Que estão dilacerados.
Corações embrutecidos,
Outros bem delicados.

Os corações nascem bons;
Mas se forem maltratados
Tornam-se perigosos
Alguns deles revoltados.
Coração é como planta
Precisa ser bem regado.
Corações quebrados, partidos...
Pela vida atropelados.
Consertá-los requer perícia, sentimentos e muito cuidado.
Cientistas da medicina
Nem todos estão preparados.
Entender de corações é deveras complicado.
Portanto peço aos Juízes,
Nem sempre bem-informados
Se acaso for julgá-los
Por favor – não sejam precipitados.


Egídio T. Correia

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O homem ainda é o mesmo cabaço de outrora

"É de ficar de queixo caído com a sensibilidade das coelhinhas " – Pensei.

De alguns dias pra este, eu, um exemplar perfeito do gênero masculino (homo sapiens) combatente ferrenho da monogamia piegas, tive que reeditar (um diálogo latente, que me cutuca desde os meus 14 anos de vida) meus conceitos (preconceitos) sobre um questionamento demasiadamente complexo que envolve machos e fêmeas, e até hoje perpetua-se na cultura ocidental numa forma poética e quase que divina para nós humanos machos.

"O Romance" - é essa a embalagem mais conhecida da relação entre homem e mulher. 

Ao passo que vamos debulhar o assunto referido, veremos que o ser masculino por increça que parível se deixa resumir pelo desejo de apenas uma mulher (o que não significa que o caboclo não possa dar amor ou desejar também outra(s) costela(s) de Adão) e pela idéia ilusória de que a Mariazinha, por ter um aspecto suave e recatado é um ser incapaz de traí-lo ou renegá-lo.

Apesar do prólogo acima parecer óbvio, ele condiz exatamente com nosso subconsciente de homem da idade média, extremamente participativo em nosso comportamento atual.

Outro dia em um bar numa festa fui testemunha do que vos escrevo, havia na ocasião um nobre colega representante da classe dos machos normais ( amante de cerveja, mulher, mais mulheres ainda..., prostíbulos,...) ou seja, um cara comum. No início, o caro colega cortejava sua prenda preferida dando-lhe rosas e promessas de quarto de motel, e entre uma rosa e outra um drink para aflorar a paixão e tornar a frígida conversa mais libidinosa, e eis que, após algumas tequilas e dois míseros copos de chopp o caro colega tornou-se apenas um pobre animal indefeso perante a truculência dos seres femininos.

O rapaz (BÊBADO) ainda tentava FICAR DE PÉ e galantear sua Julieta amada, neste instante aparece do nada uma enorme fêmea predadora que em poucos segundos dominou o já alcoolizado amigo e foi dando beijos dignos de finais de novelas, isso tudo ocorria bem nas fuças da outra que até a alguns minutos recebia rosas e cantadas.

“Elas são extremamente rápidas, assemelham-se a leoas ardilosa, sequer possuem algum  fair play quando o assunto é caçar machos” – Pensei.

...Depois de alguns ósculos calientes e outros copos, a voraz caçadora estava já com uma outra presa em suas fortes garras saciando-se...

-Fecho essa piléria voltando ao prólogo, e afirmo:

 -O homem é antes de tudo um indefeso picareta, frágil, redutível e exacerbadamente passional por natureza e instinto, diferentemente do ser feminino que antes tudo usa, “apenas usa” a carapuça de delicadeza e candura sendo de fato um ser metódico, frio e calculista no campo do romance.





Samuel Tenório 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Acorde e Voe




Acorde e voe como um falcão
No meio ao deserto
& procure um Oasis
Tribos de Beduínos dançam,
No meio do deserto
Uma dança milenar.
O deserto com seu exercito.
De areias nômades avança, para dentro de si mesmo.
Trago comigo uma pedra mística.
Onde habitam mundos dentro de mundos.
Encontro no caminho uma caixa, contendo pedras rúnicas.
E jogo para o alto e vejo o destino traçado nas nuvens.

Eligilvan

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Passa o dia de finados

Passa o Dia de Finados. Finda o Dia de Finados.
E ninguém vê finados. Porque finados findaram,
não têm hora, dia, tempo, mais nada...

Passa o Dia de Finadostão rápido quanto fora a vida dos finados.

Ninguém desejaria que os finados voltassem
ao mundo para findar outra vez.
Já nos basta morrer uma vez.
Porque só os finados estão livres da morte.
Sobretudo, do medo da morte.

Seria suprema malvadeza do destino nos impor
mais de um fim, embora morra nossa infância,
nossa adolescência, nossa mocidade
e sigamos vivos, vivos até o fim derradeiro.

Passa o Dia de Finados.
E perpassam os finados que conhecemos.
Parece até que os vemos.
De preferência, sorrindo. O mesmo jeito,
a mesma voz, os trejeitos, o figurino.
Nós é que ficamos tão diferentes. Talvez,
nem soubéssemos conversar com os finados,
como antigamente.

 
Sosígenes Bittencourt

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Atende



Ao som de rimas mal feitas, eu canto este amor mal amado.
Amor de cima do telhado, de felinos apaixonados... de humanos desajeitados.
E canto sem saber cantar, sem ter o tom, sem o gingado...
canto este amor desengonçado, este amor de cima dos telhados.
Com formas mal organizadas, eu desenho o seu retrato, seu olho perto boca,
seu nariz próximo a nuca, seu cabelo curto e negro cobrindo suas bochechas.
Eu desenho no fim, seu rosto-personalidade. A pessoa em desorganização.
Só quero tudo de volta, retribua e faça o mesmo meu rapaz.
Quero uma música feita pra mim, ressalte nela meus defeitos mais simpáticos e não esqueça as irritantes qualidades, nem esqueça de pintar meu retrato preto de um lado e do outro branco.
Faça isto por mim, meu querido e não pule do alto dos telhados.
Eu tenho medo de que caia em algum lugar que não seja nos meus braços, tenho um medo danado de ficar longe de você. Por isso, mas só por isso vou te fazer um pedido:
Menino! Você quer casar comigo? Ser ao menos meu amigo?
Me deixa ficar perto de você?
Se for pedir demais... realiza apenas o último pedido.
EU TE AMO!

Tainná Vieira

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A procura da Felicidade




A esperança que ela tinha

de um dia recuperar

a alegria que estava perdida,

não passava de uma utopia.

Seus sonhos, por mais que ela acreditasse,

nunca aconteciam.

Um dia de alegria,

e o resto de melancolia.

Amigos já não existiam.

Na solidão se escondia...

Guardando seus sentimentos verdadeiros,

demonstrando apenas o desprezo.

E isso a afastava das pessoas que ela

tanto amava.

O sofrimento aumentava

A paciência faltava

A raiva já não controlava.

A cada dia que passava,

mas sozinha ela ficava.

E o medo que mais temia

era o de ser infeliz

pelo resto de sua vida.


Palloma Dornelas

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Do sim e do não

Diria não mil vezes.
Mas negar caleja o coração
A frieza que exala a cada não
Congela a pace dos meus Deuses.

Por que o sim é tão divino?
Queima a garganta e os instintos
Faz viver até os Platelmintos
E ressoa até o mais insigne sino.

O Sim é o que me sustenta
E me dita aos ouvidos o que escrevo.
É este que em noite faminta me alimenta.

Mas o Não, palavra por vezes nojenta.
Que tange o mundo e faz um nevo
Tece em mim uma vontade, ainda mais, sedenta.


Darlan Delarge