Gritou até faltar-lhe a voz, ora pelo pai, ora pelo filho. Orou pelos dois.
Fincou as unhas nele, no menino.
Um tiro. O último gesto de afeto. Sujou o tapete de pontas dobradas, verde e vermelho não combinam. Um caldo grosso escorreu até a porta, saiu entre os soluços, entre a multidão de urubus atraídos pelo cheiro da pólvora.
F-R-E-S-C-O!
A última palavra que ficou como nota longa, acentuada, batendo no coco do menino. Adriano, em nome do pai, o nome do filho. A mãe espremida entre a tevê e o sofá, apertou os olhos e ficou muda, a preta estava branca, branquinha.
Diadorim Sant'anna










