CONFUNDIR-SE É UM ERRO. CONFUNDIR É PRECEITO DE TALENTO INCOMPREENDIDO.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

De quando troco a pele

Ah! a chuva são como gotas ácidas na alma.
E como cobra que troca a pele eu troco-a. 
É a renovação epidérmica que exala
a continuidade descontínua da alma.


Meu fragilíssimo envoltório abstrato
troca-se conforme troco de paisagem.
o corpo, esse asco, é só um substrato
de toda convenção sensorial da visagem.


A chuva renova, troca todo ar imundo
e felicita minh'alma à muda epidérmica
me faz ouvir surdo e falar mudo.


É que lava as impurezas essa chuva.
E si chove? ah! se chove... 
estou pronto para a segunda muda.

D. Delarge 

18 Comentarios:

B. disse...

Ai, olha, lindo poema, lindo mesmo.
Mas a palavra "chuva" não é bem vinda aqui em Joinville, SC. rs.
Aqui tem chuva DEMAAAIIISS. O que falta é sol!

Anônimo disse...

Bela exaltação a chuva, e diferentemente do amigo acima, aqui em Mossoró - RN estamos precisando de algumas gotas de chuva.
Vc escreve sonetos mto bem!
Parabns tbm pelo blog! Lindo!
Axei o blog por acaso e to adorando.

Joyce

Karla Hack disse...

A imagem é perfeita para o texto...
Achei uma exaltação sincera e intensa da chuva e do que ela representa!
Adorei!
;D

Erzsébet disse...

Adorei o poema, é extasiante! Tem certa nostalgia para mim, gosto de noites chuvosas, ouvindo tango - sinto-me melancólica nesses dias, mas, apenas nesses dias, é bom...

Flaemmchen

@BeeMartini disse...

Gotas acidas da alma,nossa achei lindo...
Vc tem muito talento,parabens
sucesso
segui...
passa lá
http://justdreamblog.blogspot.com/

Alex Holliwer disse...

Muito poético. Talento detected!
Parabéns pelo blog e pela postagem.
Fica na paz

Gui disse...

Mt legal o texto e como disse a Karla, a imagem se encaixou bem com o contento. Parabens.. ;D

Elmo da Vinci Zaratustra disse...

Darlan, meu velho, seus sonetos são extases para a razão.

Macaco Pipi disse...

diferente oq vc faz aaqui

Nath Ataíde disse...

também acho que a chuva tem esse poder renovador.
parabéns pelo blog ;**

Lady Marinah disse...

Lindo texto, adorei o seu blog!!
A imagem combinou perfeitamente ;D

Marcela disse...

Quando li o título, logo pensei na assimilação da cobra, a troca de peles, aí me perguntei sobre o corpo, e aqui mesmo encontrei a resposta para alma. Não há como renovar - se apenas em corpo, é como ficar nu, ou analfabeto em outros tempos. É preciso, renorvar - se de dentro para fora.

Obrigada pela retórica.

se quiser e puder:

http://memoriaspsicodelicas.blogspot.com

Um abraço

Louise Rodrigues disse...

Fantástico. Sem mais!

Fabiano disse...

realmente a chuva tem essa capacidade de nos transformar, de literalmente limpar a alma. belo texto.

Tascio disse...

Incrível! O final ficou fantástico, e essa chuva, esse poema talvez era o que eu precisava para lavar a minha alma...valew! belo texto!

Ralf e Pri disse...

tudo muda
e a gente tem que mudar também...

skinny_01 disse...

Adorei o poema , a chuva realmente renova ,valeu por te postado isso para todos ver , pode te certeza que deixou muitos na reflexção '

Flanz disse...

mto bom kra ... parabéns pelo post, vou continuar visitando o blog...

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"Nunca houve no mundo duas opiniões iguais, nem dois fios de cabelo ou grãos. A qualidade mais universal é a diversidade." (Michel de Montaigne)
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