CONFUNDIR-SE É UM ERRO. CONFUNDIR É PRECEITO DE TALENTO INCOMPREENDIDO.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

De um cadáver futuro

Só queria esquentar minhas mãos no teu cio.
Ter ao meu lado teu corpo também velado.
Se um dia morresse, esse defunto estragado,
aqueceria de novo meu cadáver frio.

Já não bate mais meu coração vadio
e se vieste como fantasma arredio
foi porque, nesse dia triste, o resfrio
latente do meu sangue te atraiu.

Amanhã beijarei a terra,
assim, como hei de beijar-te o corpo?
Antes de nascer como defunto novo,

abrirei meu peito a Hades
e gritarei alegre as profundezas:
É aquele, o amor, que por mim reza?

D. Delarge

10 Comentarios:

juliana disse...

Me lembrei de Gregório de Matos!
Fantástico seu soneto!

francys G. disse...

e bem forte ne mais e muito bom

saudeecompanhia disse...

Excelente post!Minha primeira vez aqui e espero poder voltar mais vezes.
Sucesso com o blog!

mulherices disse...

Lúgubre, soturno ... Mas que belo soneto! Construção perfeita e carregado de emoção. E olha que eu nem sou fã de poesia ...

Suzie disse...

Incrivel. Teu blog é incrivel, a maneira que tu escreve é incrivel.

Amei *-*

Beijo

enricows disse...

Gostei muito!
Seu blog está fantástico!

Henrique Alvez disse...

Um ótimo soneto gótico
=DD
cada vez mais vejo bons escritores pela blogosfera =D

Jonatas Fróes disse...

Me lembrei dos parnasianos lendo seu soneto mórbido...

[]'s

http://musikaholic.wordpress.com/

Ítalo Richard disse...

Gostei, me lembrei de Augusto dos Anjos, que adorava essas coisas fúnebres e sombrias!

abraço,
www.todososouvidos.blogspot.com

dayvid oliveira disse...

Faz tempo que nao li algo tão morbido, qto esse soneto!!
Excelente!!!!

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"Nunca houve no mundo duas opiniões iguais, nem dois fios de cabelo ou grãos. A qualidade mais universal é a diversidade." (Michel de Montaigne)
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